Delação: Se Não For Nossa, Não Vale


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Lá nuzistaduzunidus, 3 dias depois de saber-se no Brasil da delação premiada do Ricardo Pessoa (UTC/CONSTRAN), depois de ter convocado duas reuniões de emergência com os ministros também envolvidos, Mercadante e Edinho, durante uma coletiva de imprensa, a soberana mandou uma frase lapidar dizendo que  “eu não respeito delator”.

Tudo isso porque o carequinha barrigudo afirmou de vai provar que fez doações ilegais através de suas empresas à campanha dela.

Ainda teve a pachorra de comparar a situação das ações da Polícia Federal e do Ministério Público na Operação Lava a jato ao que acontecia nos porões dos governos militares, quando “tentaram transformá-la numa delatora”, sugerindo que se está aplicando pressão indevida aos criminosos que assaltaram os cofres públicos para beneficiar seus cupinchas.

Sem falar da equivalência que se permitiu fazer dos safados de sua base aliada e do seu partido aos inconfidentes mineiros, colocando os que aceitaram participar dos benefícios da delação premiada no mesmo patamar traidor de Joaquim Silvério dos Reis.

Rememorando, sabe-se que é prática da bandidagem governante negar e desqualificar tudo que os liga ao crime, e que só valem denúncias e dispositivos que os beneficiem. Senão vejamos…

Em 2008, quando ainda era Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma chegou a afirmar, durante uma audiência, que “qualquer comparação, entre a ditadura militar e a democracia brasileira só poderia partir de alguém que não dá valor à democracia brasileira”.

Em agosto de 2013, a presidentA sancionou a Lei 12.850 que prevê, nada mais, nada menos, que as delações como um instrumento investigativo. No Artigo 4º, a lei é clara:

“O juiz poderá, a requerimento das partes, conceder o perdão judicial, reduzir em até 2/3 (dois terços) a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restritiva de direitos daquele que tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal.”

Nos artigos seguintes, a Lei detalha como ocorrerão as colaborações e dá detalhes sobre a identidade do delator, além de limitar o acesso às informações. Por algum motivo, a mesma deelma que sancionou a Lei referida, hoje desdenha dos beneficiados pelo instrumento legal.

Mesmo assim, nunca perdeu a chance de usá-la quando o assunto era denunciar os outros. Nessas horas, ela vê, pesos diferentes para valores semelhante; depende de se ter ou não ela e o PT envolvidos.

Num dos momentos mais acirrados dos debates presidenciais do ano passado, ela citou uma denúncia feita ao Ministério Público Federal pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, sobre um esquema de propina envolvendo o PSDB para acusar a candidatura de Aécio Neves:

“O ex-diretor da Petrobras afirmou ao MPF que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, recebeu propina para esvaziar uma CPI da Petrobras. Veja o senhor que é muito fácil o senhor ficar fazendo denúncias. Por isso é que eu digo que o que importa, candidato, quando a gente verifica que o PSDB recebeu propina para esvaziar uma CPI, o que importa, candidato? Importa investigar!”, disse.

No dia 24 de fevereiro, o deputado petista Valmir Prascidelli apresentou um requerimento à Comissão de Viação e Transportes da Câmara solicitando a convocação do empresário George Olímpio para ser ouvido na Comissão por conta de sua delação ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, quando denunciou um esquema de propina envolvendo o Detran e José Agripino, senador pelo DEM e ex-coordenador de campanha de Aécio Neves.

Em março deste ano, as bancadas federal e estadual do PT de Minas Gerais queriam que Aécio Neves fosse investigado na Operação Lava Jato por que o doleiro Alberto Youssef disse que tinha ouvido falar que havia um esquema entre o tucano e a corrupção em Furnas Centrais Elétricas, durante sua delação premiada.

Em maio, líderes partidários afirmaram que se deveria pressionar a Procuradoria-Geral de Justiça para que as denúncias sobre o cartel que tratava das obras do metrô de São Paulo fossem aprofundadas através de delações.

Portanto, madame, é bom se posicionar de uma única forma. O povo está atento às enganações que vocês aplicaram nos últimos 13 anos.

A água está batendo no pescoço.

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