Eita Pantaneiro Porreta


Gilmar Mendes

Nesta quarta 16/09/2015 o Supremo Tribunal Federal – STF, votou a proibição de empresas doarem para campanhas eleitorais, durante julgamento de ação que visa acabar com o financiamento político por pessoas jurídicas e permitir apenas a doação de pessoas físicas. É mais ou menos como se a bruxa estivesse se disfarçando de fada madrinha, só que após assassinar a fada original junto com a gata borralheira.

O ministro Gilmar Mendes, único dos atuais “honoráveis” ministros que não foi indicado pelo PT votou contra a proibição. Após seu voto, a sessão foi encerrada, e o julgamento do caso será retomado hoje quinta-feira 17/09/2015. Agora com o voto de Mendes são dois os ministros do STF contrários à proibição. Seis votaram a favor somente de doações por pessoas físicas e contra a doação por empresas.

Em voto que durou mais de quatro horas, era quase como se Jesus estivesse pregando dentro do Coliseu, ao menos tão inútil quanto. Porém, Gilmar Mendes mostrou que é macho e fez declarações que nossa covarde oposição não tem peito para fazer por algum motivo.

Primeiro, Mendes afirmou que a medida “asfixiaria os partidos que não se beneficiaram do esquema criminoso revelado pela Operação Lava Jato, tornando virtualmente impossível a alternância de poder”. Beneficiando apenas o PT que se financia por meio de desvio de dinheiro público.

“A Operação Lava Jato revelou ao país que o partido do poder já independe de doações eleitorais, uma vez que arrecadou somas suficientes ao financiamento de campanhas até 2038”, disse.

Sem o apoio de empresas, afirmou o ministro, “os partidos de oposição não teriam a menor chance de competir em níveis razoáveis com o partido que ocupa o governo”.

“Se tomarmos apenas o reconhecido por desviado no balanço da Petrobras de 2014, R$ 6,2 bilhões, teríamos um desvio ao Partido dos Trabalhadores da ordem dos R$ 2,06 bilhões”, disse, levando em conta que o partido ficaria com um terço das propinas pagas, segundo revelaram delatores da Lava Jato.

 “Estamos falando do partido que conseguiu se financiar a ponto de chegar ao poder; uma vez no governo, passou a manter esquema permanente de fluxo de verbas públicas para o partido, por meio de propinas e pixulecos de variados matizes; e, após chegar ao poder e a partir dele abastecer, de modo nunca antes visto na história do país, o caixa do partido, busca-se fechar as portas da competição eleitoral, sufocando os meios de financiamento dos concorrentes”, afirmou Gilmar Mendes.
Sabemos que vocês já conhecem as peças, mais anotem aí o nome dos safados que votaram contra as doações por empresas: Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Dias Tofffoli e Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski.
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