De Vilão À Esperança, O Mundo Não Para De Girar


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A maioria do mundo o considera um vilão ou ao menos tenta enxerga-lo assim. De ex-agente da KGB, a chefe do serviço secreto russo, o FSB, ele é um homem das antigas, visto como homem de ação é frequentemente visto lutando, andando de moto ou a cavalo. Na prática ele governa a Rússia desde 1999 com a renúncia de Boris Iéltsin.

Enquanto a comunidade internacional parece sempre tentar isola-lo e taxa-lo de mau exemplo, as necessidades o chamam de volta. Realmente, esse mundo dá voltas.

Os recentes atentados em Paris, fizeram com que o presidente francês François Hollande rapidamente buscasse apoio internacional.  Na prática isso significa correr atrás do apoio de Rússia e EUA.  Isso mesmo, a mesma Rússia que está sofrendo sanções econômicas impostas pelos EUA e pela UE, devido a situação na Ucrânia.

Putin já acusou os EUA de armar os sírios que lutavam contra Assad, que por sua vez continuam com armamento pesado em sua luta incessante por poder e dinheiro. Também disse que o governo americano domina reservas de petróleo em países árabes e permite que sejam vendidos por mercenários, que acabam se juntando ao Estado Islâmico por estes pagarem mais.

O presidente concluiu que essa política americana é ineficaz e que a Rússia não concorda com a mesma, pois armar grupos no Oriente Médio faz com que eles se seduzam pelos grupos terroristas e se tornem um deles.

Ontem, na cúpula do G20, Vladimir Putin foi enfático, disse que o EI é financiado em parte pelos próprios países do G20, apresentou exemplos de financiamento do terrorismo pelos empresários de 40 países, inclusive de países-membros do grupo. E afirmou que a oposição na Síria estaria pronta para realizar ações contra o EI se puder contar com apoio aéreo Russo.

“Uma parte da oposição síria considera possível começar ações militares contra o Estado Islâmico com o apoio da Força Aeroespacial russa e estamos prontos para prestar este apoio”, afirmou Putin depois da cúpula do G20. Segundo Putin, a Rússia precisa de apoio por parte dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e do Irã na luta contra o terrorismo para fazer com que este processo se torne irreversível.

“Não é tempo para discutir quem é mais eficiente no combate ao Estado Islâmico, do que precisamos é juntar os nossos esforços”, acrescentou Putin.

Alguns ou até mesmo você pode não gostar dele, porém, no meio do caos, parece que as palavras de Vladimir Putin parecem ser as mais sensatas e condizentes com a realidade.

 

 

 

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