La Vie Est Pas Rose


França

Dentro da Europa, a França historicamente é o alvo preferido, pois parece que a forma mais eficaz de provocar medo na Europa é iniciar os trabalhos por lá. Desde o século passado é assim. Sem falar que a França tem a maior população muçulmana da Europa: cerca de 5 milhões, ou 7,5% dos habitantes, além de ser a maior fonte, na Europa, de combatentes estrangeiros que se juntam a grupos radicais no Oriente Médio.

Pois, os ataques da última sexta-feira 13/11/15 deixaram mais do que 129 mortos e 352 feridos, deixaram uma marca que levará tempo para ser esquecida. Enquanto isso, na Síria, bombardeiros cirúrgicos continuam sendo feitos, mas são obviamente pouco eficazes. Colocar tropas no chão parece ser mais efetivo, mas só parece, e a principio ninguém está disposto a faze-lo.

Ainda que o país tenha um poder bélico superior a média da Europa, o mesmo pouco pode fazer frente a ameaça do EI. Essa situação trás novamente a baila, os mesmos atores de sempre, Rússia e EUA. E não é a toa que o presidente francês segue fazendo esforços para mobilizar estes dois países. Isso mesmo, a mesma Rússia que está sofrendo sanções econômicas impostas pelos EUA e pela UE, devido a situação na Ucrânia.

A França pediu nesta terça-feira 17/11 “ajuda” aos demais países da União Europeia – UE  na luta contra o grupo Estado Islâmico – EI no Iraque e na Síria. assim como uma “participação militar maior” nas operações do país no exterior, fundamentalmente na África. O pedido de ajuda invoca o artigo 42-7 da União Europeia pela primeira vez. Similar ao artigo 5 da Otan, que serviu de amparo aos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro de 2001 para que a Aliança Atlântica atuasse no Afeganistão. A UE concordou, mas este apoio, cujo formato ainda será discutido, mais parece um apoio politico do que prático.

Não esqueçam que antes do EI, o inimigo era a Al Qaeda e possivelmente em alguns anos teremos outro. A verdade é que o terrorismo é o pior tipo de inimigo possível de se enfrentar, pois o inimigo não tem rosto, não usa uniformes e ataca de surpresa aqueles que não tem condições de se defender.  A melhor forma de combater o EI é cortando os laços que o financiam, mais isso, significa uma luta que pode durar décadas. Isso se até lá não houver outra organização que seja a bola da vez.

Em suma, preparem-se, pois isso tudo está apenas começando.

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