Cabra Bom, Eu Queria Ter Um Filho Assim.


BRASILIA/DF 11/3/2013  NACIONAL JUIZ DA OPERACAO LAVA JATO SERGIO MORO FOTO GIL FERREIRAAGENCIA BRASIL

É sabido de longe que a justiça da Banânia é dotada de uma cegueira seletiva aguda. Desde a época de Cabral é assim e não mudou nada em mais de 500 anos. As esferas mais altas que deveriam dar o exemplo (leia-se STF e TSE) são justamente afetadas por esta doença autoimune que ataca sem piedade nosso dita Justiça.

Coitado do povo da Banânia que tem que contar com pouquíssimas exceções e uma delas é o Dr. Sérgio Moro. Aliás coitado não, pois é justamente a letargia deste povo que por sua vez sofre da chamada síndrome de passividade extrema, a grande responsável pela sua situação atual.

Esta semana, depois de meses é verdade, foi divulgado que o juiz  federal Sérgio Moro, após solicitação do TSE, informou ao Tribunal que houve sim desvios da Petrobras para financiar a campanha da GovernANTA. Moro que parece ser um dos poucos capa pretas que são homens com H, diz claramente aquilo que só os militontos comedores de mortadela não querem ver: “comprovado o direcionamento de propinas acertas no esquema criminoso da Petrobrás para doações eleitorais registradas”.

Mais o TSE espertamente queria mais, queria que o nobre Dr. Sérgio Moro, uma das pouquíssimas pessoas a quem sem ironia chamo de Dr., fornecesse  todos os inquéritos e ações penais relativas à Operação Lavajato. Nas palavras do caboco “”as ulha já”. Será que além de safado e comprometido, o TSE ainda é preguiçoso ? Faltou só pedir informações privilegiadas sobre o desenvolvimento da Lavajato. Mas só faltava essa agora.

Ao que parece o TSE pensava estar lhe dando um juizinho qualquer da laia comum da justiça. Pois o juiz Moro quebrou-lhe as pernas bonito: “É tecnicamente inviável disponibilizar a este Egrégia Corte cópia de todos os inquéritos e ações penais relativas à Operação Lavajato, já que se tratam de centenas de processos. Não há condições, pelo volume, de extrair cópia em papel ou eletrônica”.

Depois dessa verdadeira mitagem, apenas uma frase me vem a mente: “Cabra Bom, Eu Queria Ter Um Filho Assim”.

Fonte: Estadão

O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos em primeira instância da Operação Lava Jato, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que em sentença da 13ª Vara Federal, em Curitiba, ficou “comprovado o direcionamento de propinas acertas no esquema criminoso da Petrobrás para doações eleitorais registradas”. O comunicado foi feito em ofício, que atende solicitação da côrte, que tem quatro procedimentos abertos a pedido do PSDB para apurar irregularidades na campanha da presidente Dilma Rousseff.

“Reputou-se comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobrás para doações eleitorais registradas”, informa Moro, sobre sentença do processo envolvendo executivos da empreiteira Mendes Junior e Setal Óleo e Gás. O caso envolve o suposto repasse de R$ 4 milhões ao PT via ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto – preso, em Curitiba, desde março de 2015. “Por ora, é a única sentença prolatada que teve fato da espécie como objeto.”

Ouvir delatores. O juiz ressalta ainda que seis “criminosos colaboradores”, entre eles o dono da UTC, Ricardo Pessoa e dois executivos da Petrobrás confirmaram em juízo que “recursos acertados no esquema” eram destinados a doações eleitorais “registradas e não registradas”. São eles: o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, o ex-gerente de Engenharia Pedro José Barusco Filho, o empresário do grupo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, o operador de propinas Milton Pascowitch e o empreiteiro Ricardo Ribeiro Pessoa.

“(Os delatores) declararam que parte dos recursos acertados no esquema criminoso da Petrobrás eram destinados a doações eleitorais registradas e não-registradas. Como os depoimentos abrangem diversos assuntos, seria talvez oportuno que fossem ouvidos diretamente pelo Tribunal Superior Eleitoral a fim de verificar se têm informações pertinentes ao objeto da requisição.”

O documento, do dia 6, foi enviado ao TSE em resposta a a ofícios enviados pelo ministro João Otávio de Noronha, corregedor-geral da Justiça Eleitoral. O primeiro pedido enviado por ele foi enviado a Curitiba em 28 de agosto de 2015. Nele, foram solicitados dados e os depoimentos de três delatores: Pessoa, Paulo Roberto Costa e Youssef. Outros dois pedidos foram encaminhados solicitando compartilhamento de provas relacionadas à Lava Jato.

“É tecnicamente inviável disponibilizar a este Egrégia Corte cópia de todos os inquéritos e ações penais relativas à Operação Lavajato, já que se tratam de centenas de processos. Não há condições, pelo volume, de extrair cópia em papel ou eletrônica”, explicou Moro, em ofício ao TSE.

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