Arquivo da categoria: Filmes

Códigos De Defesa

Codigos de Defesa

Sinopse:

Um ex-agente da CIA que está encarregado de proteger a operadora de códigos. Quando um ataque altamente organizado ameaça suas vidas e a segurança do centro de comunicação, o ex-agente e sua nova parceira devem trabalhar juntos para impedir que sejam mortos pelos especialistas.

Comentário:

O filme é um thriller interessante, embora não seja uma estória nada original é daqueles filmes que valem ser vistos. Ao menos em dias de chuva e sem muitas expectativas. O clima claustrofóbico criado pela maioria das cenas se passarem em um lugar fechado é um ponto positivo, mas poderia ter sido mais bem aproveitado.

As atuações não fazem feio, mas são apenas adequadas, John Cusack repete aqui um tipo de personagem que lhe cai bem, mas que já ficou muito recorrente em sua filmografia. Ele que tem talento para comédia deveria investir um pouco mais em filmes que tenham um clima menos pesado. Malin Akerman linda como sempre, vai bem, mas não conseguiu angariar toda a simpatia pretendida para o casal de protagonistas, este era o objetivo da personagem.

Infelizmente, além de deixar de explorar melhor os personagens, como o relacionamento entre Emerson e Grey, também existem alguns furos no roteiro que poderiam ser evitados.

Em resumo pode não ser excepcional, mas também não é decepcionante, e sim está acima da média.

Anúncios

Bem Vindo A Nova York

welcome-to-new-york

Sinopse:

Mr. Devereaux é um poderoso agente da economia mundial e a mesma gana que tem para somar dinheiro, tem para os prazeres da carne. Seu apetite sexual incontrolável o coloca frequentemente em apuros e ele vê sua carreira ruir de vez após um escândalo que vira manchete nos principais jornais do planeta. Com o apoio incondicional da esposa, ele busca uma maneira de recuperar sua honra.

Comentário:

Este é um daqueles estilos de filme que não são feitos para agradar o público em geral. E o diretor fez questão de não aliviar pela forma como filmou um assunto é pesado para a maioria.

Nas atuações tanto Gerard Depardieu como Jacqueline Bisset estão excelentes. Depardieu que já não é uma pessoa vista com bons olhos no mercado foi extremamente corajoso em aceitar o personagem, realizado com maestria.

Abel Ferrara dirige de forma competente e também ousada, visto que durante todo o longa não há vitimização ou qualquer tentativa de gerar no público o minimo de empatia para com o protagonista. Realmente aqui as pessoas precisam manter a mente aberta para tentar entender a condição do protagonista, um homem doente que inclusive não esboça qualquer tentativa em recuperar-se. Além disso, o modo quase documental como parte do filme é apresentado demonstra uma certa ânsia em empregar realidade aos fatos.

Infelizmente o filme é um tanto arrastado e até repetitivo em determinados momentos, certas cenas e diálogos são até desnecessários. Também faltou sucesso em tentar entrar na mente do protagonista, nada que atrapalhe a critica social demonstrada, principalmente no que diz respeito a eventual impunidade é de pessoas poderosas que comentem determinados crimes.

Capitão América: Guerra Civil

capitao-america-guerra-civil

Sinopse:

Quando o governo cria um órgão para supervisionar os Vingadores, o super time de heróis se divide em dois. Um liderado por Steve Rogers e seu desejo em manter os Vingadores livres para defender a humanidade sem interferência do governo, e o outro que segue a surpreendente decisão de Tony Stark em apoiar o governo na fiscalização de seus atos.

Comentário:

Se existia uma coisa que sabidamente atrapalharia o desenvolvimento do filme é o excesso de heróis em tela, felizmente neste quesito conseguiram alcançar a maior conquista do filme que é manejar muito bem isto, dando um espaço adequado a cada personagem. A direção e os roteiristas venceram seu desafio mais complexo.

Por outro lado, infelizmente o grande dilema do filme que seria a discussão a favor e contra o controle das ações dos vingadores acabou sendo algo superficial, pois não foi dada a profundidade necessária a discussão. Isto sem mencionar que guerras sem baixas por si só, já perdem o impacto.

Pantera Negra e Homem Formiga são sem dúvida o melhor do filme, o que prova duas coisas importantes: primeiro que heróis de “segundo escalão” podem sim se sobressair e segundo que a imagem dos velhos heróis de sempre já cansou um pouco. É evidente que com filmes lançados cada dois anos cansaço do público seria inevitável.

No que diz respeito aos filmes da Marvel, não se pode esquecer de uma mudança interessante, pela primeira vez se lança um vilão que não pretende ser mais do que realmente é.

O filme empolga e agrada facilmente tanto os fãs como as crianças, mas faltam lhe duas coisas, a novidade e o frescor de Vingadores e o peso de Capitão America 2. Em suma, ele diverte e cumpre bem o papel que a Marvel considera como seu objetivo, mas definitivamente não é excepcional.

The Raid 2 – Operação Invasão 2

operacao-invasao-2

Sinopse:

Duas horas após a invasão no prédio dominado por bandidos, Rama assume uma missão de infiltração em um sindicato do crime local para proteger sua família e revelar a corrupção na força policial de sua própria unidade.

Comentário:

Em matéria de roteiro e trama é uma clara evolução em relação ao primeiro filme, no entanto, a perda do clima claustrofóbico e desesperançoso do anterior deixam saudades.

As cenas de luta continuam extremamente bem coreografadas e são o ponto alto do filme. Aliás neste quesito, ponto para os atores e para a equipe de coreografia. Assim como o método de filmagem destas que permite ao expectador, durante todo o filme, ter a exata noção do que acontece durante as brigas. Definitivamente é um fato que deveria ser assimilado pelo cinema americano.

Na atuação Iko Uwais é um verdadeiro achado e assim como foi com Scott Adkins, certamente será figurinha fácil nos filmes de ação pelos próximos anos.

A competência e a ousadia do diretor Gareth Evans são claras e salta aos olhos o modo como as câmeras acompanham os personagens nas cenas de ação, como por exemplo, quando somos junto com eles, “atirados” contra divisórias de vidro. Este filme definitivamente fez com que Evans se consolidasse como um dos melhores diretores de filmes de ação da atualidade.

Outro ponto que chama a atenção é o fato de quase todos os objetos serem usados como arma, nem os garrafões de água vazios escapam. Um verdadeiro deleite para fãs do gênero pancadaria.

Se há algum reparo que poderia ter sido feito é apenas o fato do excesso de personagens citados, algo que pode fazer a trama parecer confusa para os mais desatentos.

Em suma, para quem quer apenas relaxar e ver alguém tomando uma surra, eis um prato cheio.

Hush – A Morte Ouve

hush

Sinopse:

Depois de perder sua audição quando adolescente, Maddie Young viveu uma vida de isolamento totalmente recuada em seu mundo silencioso. Porém, quando o rosto mascarado de um assassino psicótico aparece na janela de sua casa ela deve ultrapassar seus limites físicos e psicológicos para poder sobreviver uma noite.

Comentário:

Embora o tema do filme tenha se tornado comum nos últimos anos, a produção conseguiu ser extremamente competente em montar o clima de tensão e também em mante-lo no desenvolver do longa.

A condição física da protagonista é um trunfo que nos ajuda a se sentir mais parte da estória, assim como possuir um carinho maior pela personagem, algo fundamental para filmes do gênero. As cenas de silêncio absoluto são algumas das melhores da produção.

A atuação da protagonista Kate Siegel é muito competente e realizada na medida certa.

Em suma, se não é um filme espetacular e magistralmente surpreendente, ao menos é um dos melhores no estilo “Home Invasion”.

O filme está disponível na Netflix, mas atenção para não passar raiva, devido a maior parte da ação se passar com pouca luz é preciso configurar o máximo possível da qualidade de vídeo disponível.

Mogli – O Menino Lobo

mogli-o-menino-lobo

Sinopse:

Mogli é um menino criado por uma família de lobos. Mas Mogli sente que não é mais bem-vindo na floresta quando o temido tigre Shere Khan. Forçado a abandonar o único lar que conhece, Mogli embarca em uma cativante jornada de autoconhecimento, guiado pela pantera e mentora Bagheera e pelo alegre urso Baloo.

Comentário:

A aposta da Disney foi alta em levar um de seus maiores clássicos às telonas a um custo demasiadamente alto. Apostando no seguro e normalmente competente diretor Jon Favreau, o resultado atendeu plenamente as expectativas. Tecnicamente o filme é competente em quase tudo, destaque para os animais que são incrivelmente verossímeis.

A atuação do garoto Neel Sethi também merece destaque, dono de um carisma encantador, o garotinho atua de maneira extremamente confortável, ainda mais considerando que contracena com paisagens e animais 100% digitais.

Apesar das inovações em relação a estória original, e até do menor enfoque na relação do garoto com o urso Baloo, o principal do clássico está lá e certamente o filme irá agradar aos fãs da animação original.

O 3D como já se tornou frequente, não é lá estas coisas e torna-se completamente desnecessário. Já a dublagem, muito bem cuidada, felizmente consegue manter o nível do original.

O Profissional

O Profissional

Sinopse:

Em Nova Iorque o assassino profissional Leon não vê sentido na vida. Quando a família vizinha é morta por policiais envolvidos com drogas ele decide proteger Mathilda, uma menina de 12 anos que é a única sobrevivente da família. Ela deseja se tornar uma assassina, para poder vingar a morte do seu irmão de 4 anos. Enquanto ela cuida da casa e ensina o pistoleiro a ler e a escrever, ele lhe ensina o básico de como manejar uma arma.

Comentário:

O francês Luc Besson é um cineasta diferenciado, e um dos poucos que conseguiu convencer o cinema americano a filmar no estilo europeu, e com resultado positivo diga- se de passagem. E esta é de longe uma de suas melhores obras.

Contando com ótimas sequencias tensas, o filme consegue dosar muito bem a ação com um thriller policial de alto nível. Seu roteiro bem amarrado jamais cai no óbvio e apesar das quase duas horas de duração, o tempo de projeção passa voando e quando o espectador se dá conta, estamos no final.

Todas as atuações são ótimas, porém o destaque maior vai para Gary Oldman que sem dúvida alguma faz aqui sua melhor interpretação da carreira como um detetive viciado. Ele de fato nos remete a uma pergunta “Como alguém aceitou aquele cara na policia ?”

Em resumo, o filme é extremamente competente em quase tudo e tem a capacidade de agradar um público variado. Exceto talvez àqueles poucos espectadores que insistem em ver coisas demais no relacionamento entre os dois protagonistas.

Rua Cloverfield, 10

rua-cloverfield

Sinopse:

Uma jovem sofre um grave acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. O homem diz ter salvado sua vida de um ataque químico que deixou o mundo inabitável, motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Desconfiada da história, ela tenta descobrir um modo de se libertar.

Comentário:

Este é um daqueles filmes que deve ser assistido com o menor numero de informações prévias possível. Trata-se de um thriller de suspense competente que sabe explorar muito bem o espaço diminuto ao qual os personagens estão restritos.

O roteiro e a montagem são tão competentes que embora a duração seja relativamente longa (quase duas horas), em momento algum o filme se torna cansativo ou mesmo enjoativo. Algo que poderia ser fácil de acontecer. A direção do jovem Dan Trachtenberg é segura e competente e contribui para o bom encaminhamento da produção.

As atuações são todas de bom nível, mas o maior destaque vai para o experiente John Goodman que novamente acerta a mão, mesmo interpretando um personagem controverso.

O final apesar de bem feito pode desagradar aqueles que optarem por encara-lo como uma espécie de quebra de conceito do filme.

Operação Fronteira

Operação fronteira

Sinopse:

Uma unidade renegada das Forças Especiais arma um esquema para contrabandear milhões em heroína para os Estados Unidos. A única coisa que está em seu caminho é o patrulheiro de fronteira Jack Robideaux, um ex-tira da divisão de homicídios que tem um plano oculto.

Comentário:

Nos anos 80 e 90, o belga Jean-Claude Van Damme era um dos maiores astros do cinema. E sua simples presença num poster já era atração de público garantida.

Atualmente, ele é ignorado por aqueles com menos de 30 anos, mas a culpa não é exclusivamente sua e sim dos filmes em que atua. Ao contrário de seu contemporâneo de auge, Sylvester Stallone, Jean-Claude Van Damme parece ter parado no tempo e continua atuando em filmes semelhantes aos que fazia a quase 30 anos atrás. Filmes estes que a muito não são mais a preferencia do público.

O filme aqui é quase um confronto entre o Van Damme dos anos 80 e Scott Adkins, o “Van Damme” dos anos 2000. A luta final entre ambos, apesar de curta é bem coreografada. Contando com um roteiro contido e cenas de ação críveis, este é um bom filme, talvez o melhor de Van Damme nos anos 2000.

Na realidade este filme deve ser encarado como o passatempo que realmente é: um filme de ação de baixo orçamento que serve mesmo como diversão descompromissada.

Casamento Grego 2

casamento-grego-2

Sinopse:

Toula e Ian estão casados, e passam bastante tempo tentando compreender a problemática filha adolescente. Mas quando o casal descobre que um casamento de sua família nunca foi oficializado pela religião, todos os Portokalos se reúnem para mais um grande casamento grego.

Comentário:

Assistir a uma continuação e ter a oportunidade de rever personagens e observar como ficaram suas vidas anos depois é sempre interessante. E isso não é diferente com a estória a família Portokalos.

O fato é que o filme de 2002 foi uma grande bola dentro da atriz, roteirista e produtora de cinema Nia Vardalos. E agora 14 anos depois e alguns filmes de pequena ou nenhuma expressão ela está de volta com a sequencia do filme que lhe deu notoriedade.

Para assistir ao filme não é obrigatório ter assistido ao anterior, embora vê-lo primeiro, torne a experiência aqui mais interessante. A sequencia conta com um roteiro leve e divertido, cujas piadas não soam forçadas e se desenvolvem sem pressa ou qualquer tipo de apelação. Algo cada vez menos comum nas comédias atuais.

Embora o choque cultural seja o mais interessante e engraçado do primeiro filme, nesta sequencia, o roteiro não insiste em revisitar com didatismo os costumes da família Portokalos, e isso é um ponto positivo a favor do filme.

Nas atuações tanto Nia Vardalos quanto John Corbett estão apenas ok, e acabam abrindo espaço para os bons coadjuvantes do elenco.

Em suma, não é inovador e tão pouco é melhor que seu predecessor, mas o filme diverte e deve agradar a maioria do público, mas não a ponto de provocar o desejo por uma possível continuação.