Rua Cloverfield, 10

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Sinopse:

Uma jovem sofre um grave acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. O homem diz ter salvado sua vida de um ataque químico que deixou o mundo inabitável, motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Desconfiada da história, ela tenta descobrir um modo de se libertar.

Comentário:

Este é um daqueles filmes que deve ser assistido com o menor numero de informações prévias possível. Trata-se de um thriller de suspense competente que sabe explorar muito bem o espaço diminuto ao qual os personagens estão restritos.

O roteiro e a montagem são tão competentes que embora a duração seja relativamente longa (quase duas horas), em momento algum o filme se torna cansativo ou mesmo enjoativo. Algo que poderia ser fácil de acontecer. A direção do jovem Dan Trachtenberg é segura e competente e contribui para o bom encaminhamento da produção.

As atuações são todas de bom nível, mas o maior destaque vai para o experiente John Goodman que novamente acerta a mão, mesmo interpretando um personagem controverso.

O final apesar de bem feito pode desagradar aqueles que optarem por encara-lo como uma espécie de quebra de conceito do filme.

Dois Velhinhos Com O Pé Na Cova

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Quem assistiu ontem a seção do STF, viu dois velhinhos que deveriam sair de lá, direto para a clinica do Dr. Zoltan. Marco Aurélio Mello, vulgo, Pepe Le Gambá e Ricardo Rolando Lero Lewandowski passaram do limite e se prestaram a um papel absolutamente ridículo.

Em diversas oportunidades, mesmo após ouvir a opinião contrária de diversos de seus colegas, a maioria delas muito bem fundamentada, ambos se fizeram de mocos e tentaram por diversas vezes, pasmem, infringir o próprio regimento interno do STF.

No caso mais escabroso de todos, quando a discussão dos mandados de segurança que discutiam a ordem da votação que caminhava para um empate, ambos os velhinhos com a maior cara lavada com óleo de peroba do mundo, tentaram emplacar um golpe vergonhoso (este era golpe mesmo). Lewandowski ameaçou usar o voto qualificado de presidente da Corte  para desempatar a questão. Felizmente o decano, Celso de Mello, teve de lembrar que, segundo o regimento interno do STF, em caso de mandado de segurança, não cabe o voto qualificado do presidente.

Mesmo passando essa vergonha, eles não se fizeram de rogados. Na votação dos mandados de segurança que pediam a invalidação do parecer do relator do impeachment na Câmara, depois de estar apanhado de 8×0, os velhinhos tiveram a desfaçatez não só de votar contra, mas de insistir em discutir amenidades com um só objetivo, evitar a unanimidade para possibilitar a existência de recursos à decisão. Não satisfeito, Lewandowski ainda incitou a GovernANTA a continuar recorrendo ao STF:

“Embora não tenham sido eleitos pelo povo, juízes têm legitimidade nacional. Como juiz da Suprema Corte, tenho legitimidade, sim, para rever atos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário”, disse o decrepito ministro.

Se partirmos do pressuposto de idoneidade da dupla, não tem jeito, não há outra explicação, a não ser constatar que ambos são caso de internação.

Sabará !!!, Tinhorão !!! podem levar.

PS: Após sair da clinica, aposto que um voltará preto e o outro voltará mulher.

 

Operação Fronteira

Operação fronteira

Sinopse:

Uma unidade renegada das Forças Especiais arma um esquema para contrabandear milhões em heroína para os Estados Unidos. A única coisa que está em seu caminho é o patrulheiro de fronteira Jack Robideaux, um ex-tira da divisão de homicídios que tem um plano oculto.

Comentário:

Nos anos 80 e 90, o belga Jean-Claude Van Damme era um dos maiores astros do cinema. E sua simples presença num poster já era atração de público garantida.

Atualmente, ele é ignorado por aqueles com menos de 30 anos, mas a culpa não é exclusivamente sua e sim dos filmes em que atua. Ao contrário de seu contemporâneo de auge, Sylvester Stallone, Jean-Claude Van Damme parece ter parado no tempo e continua atuando em filmes semelhantes aos que fazia a quase 30 anos atrás. Filmes estes que a muito não são mais a preferencia do público.

O filme aqui é quase um confronto entre o Van Damme dos anos 80 e Scott Adkins, o “Van Damme” dos anos 2000. A luta final entre ambos, apesar de curta é bem coreografada. Contando com um roteiro contido e cenas de ação críveis, este é um bom filme, talvez o melhor de Van Damme nos anos 2000.

Na realidade este filme deve ser encarado como o passatempo que realmente é: um filme de ação de baixo orçamento que serve mesmo como diversão descompromissada.

Comissão Do Impeachment Não Mata, Mas Aleja.

Dilma espada

A comissão do impeachment deu a primeira estocada na GovernANTA. É apenas a primeira, e tudo indica que no próximo dia 17/04 será a segunda (votação em plenário da Câmara).  Feito isso, bastará apenas o senado desligar os aparelhos.

O problema é que Renan Cabeleira já anunciou que pode mante-los ligados por até seis meses. No preço que está a energia elétrica será apenas mais gasto desnecessário. Podem trazer os sacos de cal.

Casamento Grego 2

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Sinopse:

Toula e Ian estão casados, e passam bastante tempo tentando compreender a problemática filha adolescente. Mas quando o casal descobre que um casamento de sua família nunca foi oficializado pela religião, todos os Portokalos se reúnem para mais um grande casamento grego.

Comentário:

Assistir a uma continuação e ter a oportunidade de rever personagens e observar como ficaram suas vidas anos depois é sempre interessante. E isso não é diferente com a estória a família Portokalos.

O fato é que o filme de 2002 foi uma grande bola dentro da atriz, roteirista e produtora de cinema Nia Vardalos. E agora 14 anos depois e alguns filmes de pequena ou nenhuma expressão ela está de volta com a sequencia do filme que lhe deu notoriedade.

Para assistir ao filme não é obrigatório ter assistido ao anterior, embora vê-lo primeiro, torne a experiência aqui mais interessante. A sequencia conta com um roteiro leve e divertido, cujas piadas não soam forçadas e se desenvolvem sem pressa ou qualquer tipo de apelação. Algo cada vez menos comum nas comédias atuais.

Embora o choque cultural seja o mais interessante e engraçado do primeiro filme, nesta sequencia, o roteiro não insiste em revisitar com didatismo os costumes da família Portokalos, e isso é um ponto positivo a favor do filme.

Nas atuações tanto Nia Vardalos quanto John Corbett estão apenas ok, e acabam abrindo espaço para os bons coadjuvantes do elenco.

Em suma, não é inovador e tão pouco é melhor que seu predecessor, mas o filme diverte e deve agradar a maioria do público, mas não a ponto de provocar o desejo por uma possível continuação.

Os Últimos Cavaleiros

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Sinopse:

Um grupo de guerreiros perde seu mestre após o assassinato cometido por um imperador tirânico. Juntos, eles partem em busca de vingança.

Comentário:

O filme trás uma mistura da cultura medieval do ocidente com a cultura japonesa, e usa um império fictício para contar uma estória sobre honra e lealdade. Contando com um bom roteiro, repleto de diálogos interessantes apesar de canastrão em alguns momentos, não faltam frases de efeito bem posicionadas.

O filme tem toda a estrutura de um épico, talvez prejudicado pelo baixo orçamento. Seu principal problema é a sensação da existência de cenas desnecessárias e que levam a sua longa duração e isso deve incomodar muitos. Fica óbvio que retirar 20 minutos de filme não faria falta. Bem dirigido pelo novato japonês Kazuaki Kiriya, a fotografia também é interessante, principalmente nas cenas a luz do dia.

Nas atuações, o sempre competente Morgan Freeman nada de braçadas. O excelente Aksel Hennie também vai bem, apesar do personagem excessivamente caricato. Clive Owen não decepciona embora seja impossível não comparar com sua atuação em “Rei Arthur”.

Em suma, trata-se de uma boa opção para quem gosta de filmes com temática medieval, gênero de filmes escasso atualmente.

A Convocação

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Sinopse:

A detetive Hazel Micallef nunca teve muito com o que se preocupar na pacata cidade de Port Dundas, até que uma série de assassinatos começam a ocorrer nas redondezas, fazendo com que ela fique frente-a-frente com um assassino em série.

Comentário:

O filme é um thriller investigativo de produção canadense que apesar do baixo orçamento conta com um excelente e experiente elenco. Baseado em um romance de Michael Redhill.

Com um bom e instigante inicio, suportado pelo competente suspense investigativo, o filme agrada e prende a atenção do espectador. Infelizmente com o passar do tempo e quando os fatos começam a ser revelados, seu ritimo diminui e o filme passa a se tornar mais arrastado, fato que deve desagradar muitos espectadores.

O fato é que filmes de suspense investigativo de bom nível tem obrigatoriamente que contar com dois fatores: um bom elenco e um bom roteiro. Infelizmente aqui o roteiro não é dos melhores, e os diálogos rasos não ajudam a transformar o longa a ser classificado em algo além de mediano. Os rumos que o filme toma em seu terço final também podem desagradar alguns.

Nas atuações, Susan Sarandon tem um ótimo desempenho como a detetive de cidade pequena desiludida com vida que ganha uma injeção de animo com seu primeiro caso instigante em anos. Topher Grace tem uma presença quase insossa mais por culpa do personagem do que do ator.
Os experientes Ellen Burstyn e Donald Sutherland apesar de abrilhantar o elenco, infelizmente tem muito pouco espaço, talvez menos do que deveriam.

Em resumo, apesar de não ser sensacional vale um espiada, aliás, este é um tipico filme para ser assistido a dois em uma tarde de folga chuvosa.

O STF: Na Teori e Na Prática

STF Placa

Os juízes do STF votaram que a análise do conteúdo dos grampos, divulgados pelo juiz Sérgio Moro e que evidenciam tanto o plano do Guverno para proteger o Nove Dedos quanto a boca suja e a canalhice dos grampeados, será analisada e julgada na República da Banânia e não na República de Curitiba.

Antes de mais nada é preciso entender que as decisões do Supremo Tribunal da Vergonha Nacional – STF, se baseiam em critérios técnicos, balizados pela Constituição Federal e por conceitos jurídicos, e não em paixões. Portanto, não adianta reclamar que eles estejam privilegiando este ou aquele bandido, seja ele com dez ou menos dedos, esta ou aquela Orcrim.

O fato é que para o meio jurídico, ao menos aquele que está em voga na Banânia, o certo ou errado não importam, o que importa é seguir os procedimentos legais adequados. Pode ser duro, mas é a realidade.

Ao contrário do que disse parte da imprensa, neste dia 31/03/2016, ainda não foi dado foro especial ao Nove Dedos, apenas foi decidido que o julgamento sobre os fatos apurados nos grampos será feito pelo STF. Até aí, tudo bem. O que incomoda mesmo é que determinados ministros não consigam esconder em seus discursos um certo entusiasmo e uma certa satisfação pessoal com o que diziam, isto obviamente pode levar qualquer pessoa de bem a pensar que existam outros interesses em jogo. Será ?

O plenário claro, não iria perder a oportunidade de dar um puxão de orelha em Sérgio Moro. Vejamos o que disse o dito ministro, Teori Zavascki:

“Para o Judiciário, e sobretudo para o STF, é importante que tudo isso seja feito com estrita observância da Constituição Federal, porque eventuais excessos que se possam cometer com a melhor das intenções de apressar o desfecho das investigações, nós já conhecemos essa história e já vimos esse filme, isso pode se reverter num resultado contrário. Não será a primeira vez que, por ilegalidades no curso de uma apuração penal, o STF e o STJ anularam procedimentos penais nessas situações”. Teria sido isto uma dica velada, mas nem tanto, ao Guverno ?

Entendamos então o que fez o Supremo Tribunal da Vergonha Nacional – STF em 31/03/2016:

Na Teori, apenas foi decidido é que caberá ao Supremo bater o martelo se o Nove Dedos será processado e julgado pelo tribunal ou pela primeira instância (leia-se Sérgio Moro). Na prática, deram um recado a Moro, um verdadeiro puxão de orelha jurídico.

Na Teori, os ministros buscaram apenas proteger as “otoridades” que infelizmente ou não, possuem foro especial. Na prática, deram tempo e tranquilidade ao Nove Dedos.

Na Teori, o fato do Supremo aplicar a lei, doa a quem doer, seria algo natural . Na prática, observa-se paixão demonstrada nos discursos dos ministros, assim como observa-se que eles e não a lei, acham um absurdo a atitude tomada pelo juiz Moro em divulgar as gravações.

Na Teori, o ministro Zavascki apenas disse que o Juiz Moro errou em divulgar as conversas grampeadas. Na prática, ele está pavimentando a estrada que leva a futuros recursos e apelações jurídicas.

Na Teori, o STF está protegendo a Constituição e o Estado de Direito. Na prática, está buscando destruir Sérgio Moro.