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Batman Begins

Batman Begins

A introdução de Bruce Wayne e os motivos que o levaram a se tornar Batman estão muito bem fundamentados, assim como seu treinamento, fatos que provam que o maior destaque do longa foi mesmo imprimir verossimilhança a saga do homem morcego.

Pela primeira vez temos um Bruce construído como um ser humano complexo, repleto de virtudes e defeitos, certezas e angustias que devem fazer parte de qualquer herói ou vilão para que possamos não só entende-los mais também nos importarmos com eles. Nunca a origem de algo havia sido tão bem detalhada.

Ainda é necessário dar crédito a Nolan não só pela seriedade que deu ao filme, mas também pela coragem de não recorrer ao óbvio e utilizar dois vilões que apesar de conhecidos das HQs não figuram entre os mais icônicos inimigos do Batman. O fato é que o foco deste filme é mesmo Batman, o herói aqui ganha um destaque como nunca antes em qualquer outro de seus filmes.

O roteiro, extremamente bem amarrado, nada está lá por acaso, é composto por ótimos diálogos e coroado pela competência habitual de Hans Zimmer na trilha sonora. Os bons diálogos, que alguns consideram maçante, são na verdade um diferencial que separa bons filmes dos filmes esquecíveis.

Nas atuações, óbvio que o destaque é para o Bale, convenhamos que foi uma aposta fácil feita por Nolan, aqui ele inicia sua caminhada para ser considerado pela maioria como o Batman definitivo. O talentoso Cillian Murphy, também vai muito bem como o lunático Dr. Crane. Ambos ganharam como companhia um elenco estelar, uma verdadeira reunião de excelentes atores experientes, como poucas vezes visto no cinema, Gary Oldman, Liam Neeson, Michael Caine, Morgan Freeman, Rutger Hauer e Tom Wilkinson, todos conseguiram abrilhantar ainda mais o longa.

Importante frisar a presença dos morcegos que foi muito bem utilizada, além de ganhar destaque eles conseguem efetivamente fazer parte da trama.

Equilibrium

Equilibrium

Um mundo perfeito, graças ao fato dos sentimentos terem sido extinguidos para o bem da sociedade. Esta é a idéia central de Equilibrium, um filme que poucos conhecem, infelizmente, e que a seu modo consegue fazer as pessoas pensarem, refletirem após assisti-lo.

A ideia de Estados totalitários que exercem controle direto sobre sociedades futuristas através do controle das emoções já havia sido explorada no passado em outros filmes, entre eles o meu favorito, Fahrenheit 451 (1966). E recentemente voltou com força em filmes como O Doador de Memórias e Divergente (2014).

Nas atuações Bale vai muito bem como de costume, encarando aqui seu primeiro herói. Seguido por Angus Macfadyen e Taye Diggs, dois ótimos atores que infelizmente fizeram poucos filmes de grande destaque.

A direção não é prefeita, mas conseguiu um excelente trabalho considerando o pouco recurso disponível.

Na época do lançamento o filme foi muito comparado a Matrix (1999). Embora realizado com apenas 25% do orçamento do primeiro filme da trilogia Matrix, fato que reduziu a possibilidade de uso de efeitos especiais, ainda sim Equilibrium consegue apresentar algumas cenas ainda mais interessantes, além de apresentar um dilema moral mais consistente (infelizmente a expectativa criada no primeiro Matrix, com coelhos e pílulas coloridas, acaba de certa forma caindo por terra e não se demonstra tão interessante na sequência da série).

O fato das emoções terem sido tiradas das pessoas além de impedi-las de sentir, também às impede de pensar si mesmas. Valeria a pena viver desta forma ?

Tudo Por Justiça

Tudo por justiça

Ao contrário do que o pôster e talvez a sinopse aparentam não é um filme de ação e sim um drama.
O filme mostra bem uma realidade americana comum fora dos grandes centros, e ainda da era Bush, pouco conhecida do resto do mundo. Desde o começo do filme é possível notar a falta de emprego e de perspectivas de futuro dos personagens. A proposital longa duração do filme, infelizmente deve afugentar alguns espectadores, acho que uns dez ou quinze minutos a menos não fariam mal.

O cast é excelente, só tem fera e todos muito bem com seus personagens. Especialmente claro, Bale e Harrelson. Vale conferir.

Batman – The Dark Knight

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Não apenas o melhor filme de super-heróis de todos os tempos, mas porque não dizer um dos melhores filmes sobre a máfia já produzidos. Ou simplesmente um dos melhores filmes de todos os tempos.

As atuações são todas ótimas. Bale brilhante, como de costume. Mas o destaque fica para Ledger que eternizou o personagem Coringa, sua morte repentina logo após as gravações serviram para marcá-lo definitivamente como o personagem. Talvez nenhum outro ator esteja tão atrelado a um personagem como ele. Clarke Gable como Rhett Butler talvez se aproxime.

A direção de Nolan de tão boa, acaba fazendo o filme se tornar uma espécie de fantasma em sua carreira, um marco, o filme a ser superado. Por isso suas produções posteriores são sempre comparadas a esta.

Com roteiro extraordinário e também perfeito em todos os quesitos técnicos. O filme acerta onde a maioria via de regra erra que é em explorar com maestria os conflitos morais dos personagens. Como resultado é extremamente fácil absorver a longa duração do filme.

Difícil descrever resumidamente o filme, sendo que talvez apenas uma simples palavra sirva: Épico.