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O Regresso

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Sinopse:

Em uma expedição pelo desconhecido deserto americano, o lendário explorador Hugh Glass é brutalmente atacado por um urso e deixado como morto pelos membros de sua própria equipe de caça. Em uma luta para sobreviver, Glass resiste à dor inimaginável, bem como à traição de seu confidente, John Fitzgerald. Guiado pela força de vontade e pelo amor de sua família, Glass deve navegar um inverno brutal em uma incessante busca por sobrevivência e redenção.

Comentário:

O Regresso é uma dramatização baseada na história real de Hugh Glass, um homem cuja jornada real, segundo registros, é até mais extraordinária do que o mostrado no filme. Muito embora o longa tenha usado de artifícios para tentar aumentar a carga dramática do personagem. Vale a pena uma pesquisa sobre o verdadeiro Glass.

As atuações de Leonardo DiCaprio e Tom Hardy são de altíssimo nível. E o fato do primeiro, por razões físicas, não possuir muitas falas, fez com que o ator tivesse que usar todo o seu arsenal de expressões faciais. Algo que ao contrário do que muitos pensam, não é nada simples e foi extremamente bem feito. Já Hardy ajudado pela aura dos grandes vilões, conseguiu talvez sua melhor atuação da carreira. Já aqueles que assistiram seu trabalho no último filme do Batman de Nolan, fica impossível não lembrar de Bane ao ouvir a inconfundível voz do ator, voz que inclusive parece ser forjada para interpretar antagonistas.

A direção é também um dos pontos altos do filme, com destaque para a excelente e sempre bem encaixada alternância entre planos abertos e closes que servem também para destacar ainda mais a comparação sobre o quão são pequenos os homens diante do mundo a sua volta.

O desenvolvimento lento, usado para aumentar a carga dramática da trama e fazer o espectador sentir na pele o sofrimento de Glass deve chatear muitos, principalmente os mais impacientes. Mas nada que seja intragável, ainda mais enquanto a direção de arte nos brinda com o melhor do filme. Pois, em primeiro plano mesmo fica a maior marca deixada pelo longa que é sem dúvida alguma a fotografia, marcada por cenários belíssimos do Oeste Selvagem que remete a outros filmes com o mesmo cenário, como os ótimos O Último Dos Moicanos e Dança Com Lobos. Quiça fizessem mais filmes que conseguissem explorar tão bem os belíssimos cenários que a natureza tem a nos oferecer.

Em suma, o filme é algo especificamente moldado para ganhar prêmios, deve ser visto apenas uma vez pela maioria, mas certamente estará guardado na estante daqueles que apreciam o cinema de qualidade.

A Entrega

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Ver Gandolfini em cena e inclusive como um personagem que lembra muito um Tony Soprano aposentado é sensacional. Vale de cara duas estrelas. Podem até dizer que se trata de um estereótipo, mas convenhamos que o ator é perfeito para este tipo de personagem, isso porque ele é a personificação exata do mesmo.

As atuações são todas excelentes, dignas dos bons nomes de Gandolfini, Hardy e Rapace. Destaque pra Hardy que está muito bem interpretando um cara misterioso, simplório e que aparenta, talvez propositalmente, um certo retardo mental.

O ritmo lento pode incomodar muita gente, na verdade o mesmo é meio que proposital para guardar o twist final. Embora é fato que isso talvez funcione melhor em um livro do que em um filme, lembrando que trata-se de uma adaptação. Por tanto, para aceitar bem o mesmo é necessário entender que não se trata de um filme de ação e sim de um thriller.

Chama muito a atenção, a tensão constante que nos acompanha em quase todas as sequencias, inclusive nas mais simples. A impressão que a qualquer momento algo ruim vai acontecer está sempre presente.

O que pode ser um tanto frustrante quando por diversas vezes esta expectativa não se realiza.

Em resumo, boa pedida para quem não está com pressa e quer curtir o último trabalho do sensacional James Gandolfini. Um daqueles atores que nunca conseguiu fazer um trabalho ruim e que deixou muitas saudades.

Estréia – Mad Max: Fury Road (Mad Max‬: Estrada da Fúria)

Mad Max: Fury Road (Mad Max‬: Estrada da Fúria) estreia nesta quinta 14/05.

Quarto filme da franquia que iniciou na Austrália em 1979. O filme 30 anos depois nos trás de volta ao mundo pós apocalíptico inteiramente saído da cabeça de seu criador George Miller.

Desta vez temos Tom Hardy substituindo Mel Gibson como “Mad” Max Rockatansky.  Temos também uma surpresa, o ator Hugh Keays-Byrne vilão do primeiro filme é novamente o antagonista.

Capricho não deve faltar, considerando que as filmagens começaram em julho de 2012 e diversas cenas tiveram de ser refilmadas.

O trailer que está sensacional, apesar de aparentemente entregar muito do filme, destaca as perseguições de carros, que também foram o destaque do segundo filme Mad Max 2: A Caçada Continua, este que até o momento continua sendo o melhor da franquia.